Arte e Educação para a Transformação Social – Prof. Mr. João Paulo de Souza – Marília/2010

Oficinas de Sacis

PROJETO “ESCOLA DE SACIS”

OFICINAS DESENVOLVIDAS DURANTE O PROJETO

Oficina “Alma não tem cor”

No primeiro bimestre, foram desenvolvidas atividades da Oficina Alma não tem cor que se refere à identificação dos preconceitos. Foram realizados estudos a respeito de textos expositivos e argumentativos, incluindo leitura, levantamento de características estruturais, análise e comparação e interpretação dos mesmos. Na etapa seguinte, os alunos mantiveram contato com músicas, na maioria das vezes, inéditas em seu repertório, resgatando aforismos das mesmas, a fim de estruturar o posicionamento crítico dos mesmos diante da temática. Ponto importante foi que os aforismos selecionados pelos alunos foram distribuídos nos murais da escola, sendo então visualizados até mesmo por outras turmas que não participaram do projeto, mas mesmo assim puderam compartilhar, ainda que indiretamente, da nossa proposta de conscientização.

Alma não tem cor

Oficina "Alma não tem cor"

Para tanto, as músicas utilizadas foram exibidas por meio do recurso de projeção (datashow) de vídeos resgatados do site youtube, sendo elas: Alma não tem cor (Chico César); Todo camburão tem um pouco de navio negreiro (O Rappa); Zumbi dos Palmares (Edson Gomes); Redemption Song (Bob Marley, com acompanhamento da tradução) e Negro Drama (Racionais MC’s). Após a apresentação de cada música, os alunos tomavam nota em seus cadernos a respeito das mesmas, a fim de registrar o que mais tarde seria reelaborado conforme as normas textuais estudadas. Tendo um acervo a respeito da temática e conciliando-o ao conhecimento da estrutura textual, os alunos compuseram textos expositivos e argumentativos a respeito, contando com a revisão e análise dos mesmos para concretizar com a postagem no blog do projeto – que serviu como ferramenta, tanto de inclusão digital, como de intercâmbio de ideias.

Em seguida, o gênero textual resenha foi apresentado aos alunos, especificando suas características expositivas e argumentativas, assim como seu processo de elaboração. Como tema para a produção dos alunos foi apresentada a obra Navio Negreiro (Tragédia no mar), de Castro Alves, que foi lida na íntegra durante as aulas de Leitura e Produção de Texto. Para tanto, os alunos foram divididos em pequenos grupos para realizarem a leitura e fichamento da obra.

Além disso, por meio de pesquisa na internet, encontramos um vídeo com a narração do poema sob a voz do ator Paulo Autran e, tendo como imagens, cenas do filme Amistad, de Steven Spielberg. Como concretização desses novos conteúdos os alunos conciliaram a nova técnica com os fichamentos recolhidos e elaboraram assim uma resenha crítica que foi novamente revisada e teve trechos postados no blog.

Oficina “One Love”

No segundo bimestre, iniciamos a Oficina One Love, que tem como temática central a quebra dos preconceitos. Como ponto de partida, fizemos um estudo bem elaborado do filme Crash – no limite. Tal estudo contou com, a partir da exibição do filme, vídeos extraídos do site youtube e tomada de notas pelos alunos para a estruturação de argumentos que dariam base ao nosso debate sobre as várias formas de preconceito nele observadas.

Oficina One Love

Oficina "One Love"

Em seguida, os alunos puderam produzir relatos de experiências a respeito do preconceito, como: já foi vítima?; já presenciou alguma cena semelhante às observadas no filme?; você se acha preconceituoso? entre outras indagações que lhes foram feitas e às quais responderam em forma de relatos, que mais uma vez passaram por revisão e análise junto ao professor para postagem no blog do projeto.Oficina “One Love”

Ainda nesta oficina, foi apresentada aos alunos a música One Love, compositor Bob Marley, na versão do Tributo Playing for change, que conta com participação de artistas de todo o mundo. Neste momento, além de observar as evidentes diferenças culturais dos artistas do vídeo, os alunos tiveram contato com a tradução da canção, que por sua vez contém uma mensagem de união e respeito entre diferentes povos.

Decorrente desta nova fonte temática foi realizado um novo debate para que os alunos tivessem argumentos e material suficiente para a produção de textos do gênero artigo de opinião. Os textos, mais uma vez, passaram por análise e revisão junto ao professor, para serem encaminhados a postagem no blog Escola de Sacis.

Oficina “Mãos que falam”

Diante do contato com a temática da quebra dos preconceitos, foi inevitável a reflexão de que todos somos iguais. Neste contexto, um ponto diferencial e também muito importante foi o contato estabelecido entre os alunos envolvidos no projeto e os alunos da sala de recursos em deficiência auditiva da escola, estes que eram muitas vezes esquecidos pelos demais frente a barreira na comunicação e da diferença de costumes. Tal oficina foi, não por acaso, intitulada Oficina Mãos que falam.

Oficina "Mãos que falam"

Oficina "Mãos que falam"

Primeiramente, os alunos tiveram contato com a poesia As mãos, de Manuel Alegre, que foi o ponto de partida para discutirmos da importância das mãos para os nossos futuros colegas da sala de recursos. Complementando, foi apresentada a música War/No more trouble também do compositor Bob Marley e na versão do tributo Playing for change, já conhecido anteriormente, contando também com interpretação da tradução de trechos da música.Oficina “Mãos que falam”

Neste momento, já embasados na questão do respeito e da superação dos pré-conceitos em vistas a uma sociedade que tenha menos problemas e mais união, realizamos uma visita à sala de recursos. Nesta visita, a professora responsável pela sala fez uma breve explanação a respeito do modo de comunicação e modo de vida das pessoas com deficiência auditiva, bem como intermediou uma integração entre os alunos de ambas as salas por meio da tradução LIBRAS-Língua Portuguesa e vice-versa.

O ápice desse encontro foi, além do conhecimento das letras do alfabeto em LIBRAS, o batizado dos alunos ouvintes, já que este só pode ser feito por algum surdo. Novamente, fotos e textos do gênero relato de experiências foram produzidos pelos alunos e postados no blog.

Posterior a este encontro, foram trazidos também pelos alunos mensagens como a música Somos todos iguais, da Banda Catedral, o vídeo Ninguém = Ninguém, da banda Engenheiros do Hawaii e o texto Reparemos nossas mãos, de Chico Xavier, todos já postados no blog.

Oficina de Criação de Texto de Memórias – 2010

Alguns Objetivos:

  • Valorizar a experiência de pessoas mais velhas.
  • Compreender o que é memória.
  • Perceber como objetos e imagens podem trazer lembranças de um tempo passado.
  • Observar que as memórias podem ser registradas oralmente e por escrito.

Tema 1

Tatiana Belinky (escritora – 91 anos)

Nascida em São Petersburgo, Rússia, em1919, Tatiana Belinky veio para o Brasil aos10 anos de idade, com sua família. Come-çou a fazer teatro para crianças em 1948— e não parou mais. Com a chegada da te-levisão, seu grupo teatral foi convidado aapresentar suas peças na então TV Tupi deSão Paulo. Permaneceu lá por mais de dezanos com quatro espetáculos de teleteatropor semana, ao vivo, com textos semprebaseados em livros, promovendo intensa-mente a literatura e a leitura. É de sua au-toria a primeira adaptação para a televi-são de O Sítio do Picapau Amarelo, de Mon-teiro Lobato. No total foram mais de 1.500textos apresentados pela televisão. Tatianatambém é tradutora e jornalista. Ao longode sua vida, recebeu muitos prêmios deteatro, de literatura e de televisão.

Fonte: Entrelinhas – TV Cultura.

“Transplante de Menina” (Tatiana Belinky)

Resenha

A narradora inicia suas memórias falando da distante Rússia, com seus tempos difíceis de fome e transtornos sociais. Relata a volta da família para Riga, capital daLetônia, um dos pequenos países do marBáltico, até chegar ao Brasil, país desconhecido, mas que representava fartura, oportunidade e segurança política.Depois de 21 dias a bordo do General Mitre,relata sua chegada ao Rio de Janeiro, o maravilhoso reencontro com o pai e os diaspassados na Pensão Laranjeiras. Mas a viagem ainda não chegara ao fim. Dias depois, desembarcam em Santos, pegam o trem para São Paulo e chegam ao destino — a rua Jaguaribe, no bairro Santa Cecília. A família enfrenta as divergências culturais, as dificuldades de adaptação e a luta para encontrar um lugar ao Sol, nesse país tropical que abriga com afeto os que aqui chegam.

Fonte: http://literatura.moderna.com.br

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Uma resposta

  1. Sociedade das metas

    O capitalismo, a indústria e o consumismo
    Inventaram as metas…
    Metas de venda,
    Metas de produção,
    Metas de lucro,
    Metas de desperdícios
    Metas de perdas,
    Metas de ganhos,
    Metas de compras,
    Metas de grupos,
    Metas pessoais,
    Metas individuais,
    Metas de exploração,
    Metas, metas e metas…
    São as malditas metas que sufoca o homem contemporâneo,
    São as metas que causa as depressões e os suicídios…
    São as metas que deformaram a sociedade,
    São as metas que construíram a sociedade de indivíduos desfrutáveis,
    Que fazem do sexo e outros vícios
    Uma válvula de escape para não enlouquecer…
    Os garotos e as garotas ao som eletrônico nas baladas
    Também cumprem suas metas de pegadores…,
    Disputam quem mais beija as bocas que foram a pouco beijadas
    E ainda estão úmidas da boca que beijou outras vinte bocas na mesma noite,
    Que nojo!
    Antes era a sociedade aliviando o stress no sexo,
    Agora é a sociedade do prazer pelo prazer viciado.

    Salomão Alcantra
    J.Nunez

    Boa Noite João,
    essa é novinha e tem o nobre propósito de ser util!

    Um Abraço!

    08/09/2011 às 21:49

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