Arte e Educação para a Transformação Social – Prof. Mr. João Paulo de Souza – Marília/2010

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Aposentado que sonhava ser engenheiro desenvolveu aquecedor solar artesanal

Por Célia Ribeiro

O menino estudioso, que sempre teve intimidade com a matemática, chegou às portas da faculdade de engenharia. Quis o destino que sua trajetória profissional guinasse para o lado das Ciências Humanas. No entanto, o talento de pesquisador prevaleceu levando-o a estudar as energias alternativas que culminaram com o desenvolvimento de um aquecedor solar artesanal, há cerca de 10 anos.

Antônio e as fotos das oficinas

Essa história começa no fim dos anos 70. Antônio Corrêa Carlos Filho, hoje aposentado, sonhava ser engenheiro. Mas, foi reprovado na primeira fase do vestibular da conceituada Faculdade Politécnica, por apenas um ponto. Decidiu, então, partir para uma carreira que parecia promissora, com muito futuro nos países desenvolvidos, nas palavras de um amigo conselheiro: a biblioteconomia.

Em 1.976, o jovem Antônio Corrêa ingressou na UNESP – campus de Marília. Ao invés de remoer a frustração por ter chegado tão perto do seu sonho, aproveitou a oportunidade que a vida lhe oferecia. Passou num concurso público e, no segundo ano do curso, começou a trabalhar na biblioteca da universidade onde os livros lhe abririam os horizontes.

“Eu tinha muita curiosidade sobre as energias alternativas. Naquele tempo começava a se discutir isso. Então, sempre que eu encontrava algum material interessante na biblioteca eu tirava xerox e guardava numa pasta”, contou. Havia tanto material que, ao se formar, o jovem conseguiu reunir mais de 80 artigos de alto nível.

O passo a passo na oficina

Com o diploma na mão, e a curiosidade em ebulição, o estudioso prestou novo concurso e desta vez chegou mais perto do seu objeto de desejo: a biblioteca do Instituto de Energia Nuclear, no campus da USP (Universidade de São Paulo), bem ao lado do prédio da Física: “Daí foi uma festa”, recordou sorrindo.

Foi um período muito rico, de descobertas, em que as ideias ficaram latentes com a certeza que no futuro poderia colocar em prática alguns experimentos. E foi o que aconteceu. De volta a Marília, aposentado, casado e com quatro filhos, foi trabalhar na região de Ourinhos na empresa de energia Duke Energy. Como sempre, aproveitou a oportunidade para continuar estudando.

Antônio trabalhava na organização da documentação da companhia de geração de energia elétrica onde encontrou um sem número de documentos e informações a respeito de energias alternativas. Foram três anos muito produtivos e fascinantes para quem mantinha acesa a chama da curiosidade dos jovens.

TRABALHO VOLUNTÁRIO

Definitivamente aposentado, Antônio Correa começou a se dedicar à fotografia. Entrou para o Foto Clube de Marília onde a também bibliotecária Wilza Matos lhe falou sobre uma biblioteca que precisava de um voluntário para organizar seus arquivos. Não pensou duas vezes e lá encontrou as condições para começar a colocar em prática suas ideias.

Estudantes no laboratório da USP

O Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA) “Professora Sebastiana Ulian Pessini”, foi retratado, na edição de 27 de março, do Correio Mariliense, como exemplo de Escola Verde. Foi nesta escola que, além de organizar a biblioteca, Antônio Correa ajudou na implantação dos conceitos de sustentabilidade da instituição de ensino.

“A diretora gostava de energias alternativas. Então fizemos o sistema de captação de água da chuva e a instalação da cisterna. Ela também queria um moinho de vento. Mas, expliquei que à noite faria muito barulho e incomodaria os vizinhos. Usar a energia eólica na cidade é complicado”, relembrou.

O PRIMEIRO EXPERIMENTO

Garrafas PET e placas de latas usadas
são materiais reaproveitados

Um problema de saúde, entretanto, afastou-o do trabalho voluntário. Mas, o desejo de fazer algo com a sua marca não adoeceu. Assim, há cerca de 10 anos construiu seu primeiro modelo de aquecedor solar artesanal. Usando garrafas PET, chapa de metal de latas de tinta de 18 litros e tubos de PVC, ele conseguiu um equipamento de baixo custo que vem sendo usado em várias partes do mundo.

A explicação é simples: disposto a compartilhar sua experiência, além de ministrar oficinas para construção de aquecedores solares artesanais para ONGs e associações de moradores, ele conseguiu disponibilizar seu manual no site da “Sociedade do Sol”, uma organização vinculada à USP (Universidade de São Paulo). Assim, de tempos em tempos ele recebe e-mails de vários países narrando o funcionamento do protótipo.

E por falar em USP, Antônio Correa chegou a ministrar oficina para alunos da universidade, em São Paulo, dividindo com os jovens alunos a sua curiosidade e a vontade de descobrir maneiras de usar a energia limpa, sem prejudicar o meio ambiente e de forma econômica.

O primeiro aquecedor solar que construiu, há cerca de 09 anos, ainda está em pleno funcionamento, na residência de sua mãe. Outro aquecedor, que Antônio instalou na sua própria residência hoje está com um irmão, também em Marília.

O sistema consiste na instalação de chapas de metal pintadas de preto e sobre elas a tubulação no interior das garrafas PET. O conjunto é colocado no telhado para captar o sol e armazenar calor. O sol penetra e forma uma estufa gerando o calor que é transferido para a água dos tubos. Em pouco tempo a temperatura chega a 60 graus e pode ser mantida em caixas de isopor preparadas com isolamento interno.

Detalhe da instalação

Existem vários tipos de aquecedores artesanais. A vantagem deste é que podemos aproveitar materiais recicláveis, como as latas de tinta vazias e as garrafas PET”, disse, assinalando que o manual é bem didático e dispensa monitores para a construção de uma unidade. Os interessados podem acessar na internet a página da Sociedade do Sol e baixar o Manual.

No entanto, Antônio ressalva que é preciso seguir corretamente as orientações, principalmente, quanto ao sistema de escape do vapor de água, conhecido como “ladrão”: “Outro dia recebi um e-mail da África, em que uma pessoa reclamava que apodreceu a madeira do telhado por causa da saída do vapor”, disse, sorrindo, antes de explicar: “As construções lá são bem simples, usam sapé na cobertura. Imagine vapor de água saindo pelo telhado sem o escape?”.

Água aquecendo

Sem visar qualquer benefício econômico, o que o bibliotecário aposentado quer é aplicar o que acumulou de conhecimento sobre energias alternativas para ajudar a melhorar a vida das pessoas e, evidentemente, contribuir com a preservação ambiental. Seu e-mail é:carlosfac@ibest.com.br

Fonte: Blog Marília Sustentável, de Célia Ribeiro –http://www.mariliasustentavel.blogspot.com/

Brasil vai distribuir 30 mil bicicletas para levar crianças à escola

O governo federal brasileiro decidiu disponibilizar 30 mil bicicletas aos estudantes das escolas públicas de 81 municípios do país, tendo como objectivo facilitar as suas deslocações casa-escola-casa. No entanto, a meta, segundo a presidente Dilma Rousseff, é chegar a 100 mil jovens de 300 cidades até o final de 2011.

De acordo com o site brasileiro Terra, a iniciativa insere-se no projecto “Caminho da Escola” – lançado em 2007 -, que visa assegurar o transporte das crianças em idade escolar que residem a uma maior distância da escola ou apresentam dificuldade na deslocação devido aos acessos.

O anúncio foi feito pela Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que revelou que o “projecto O Caminho da Escola ainda está em fase de testes e que as bicicletas virão com capacetes para todos os jovens, de forma a garantir a sua segurança”.

Segundo o Ministério da Educação brasileiro, “um número considerável de brasileiros percorre a pé distâncias de dois a 12 quilómetros para chegar à escola ou a um meio de transporte que os leve até lá”.

Neste sentido, o programa de distribuição de bicicletas pretende assegurar que as crianças que moram em pequenas cidades possam ir até à escola.

“Tendo em conta este cenário, considerámos que a bicicleta seria a melhor solução. É um meio de transporte que não polui e ainda permite a prática de uma actividade física. Ir para a escola de bicicleta é saudável”, explicou Dilma, acrescentando ainda que as bicicletas poderão circular nas pequenas cidades, nomeadamente nas zonas onde não há muito trânsito.

De salientar ainda que, apesar de inicialmente serem distribuídas 30 mil bicicletas, o objectivo é disponibilizar cem mil bicicletas e capacetes em três centenas de cidades até ao final de 2011.

Fonte: Blog Bicicleta – http://memoria802.blogspot.com/

A cidade ideal

Conheça no infográfico iniciativas sustentáveis bem-sucedidas adotadas em vários lugares do mundo

As cidades são peças fundamentais no combate às mudanças climáticas. De acordo com dados da C40, a cúpula internacional de prefeitos que se reuniu entre os dias 1º e 2 de junho em São Paulo, elas abrigam mais da metade da população mundial e juntas contabilizam mais de 80% das emissões de gases de efeito estufa.

Mas medidas simples têm mostrado bons resultados para o meio ambiente e de quebra, melhorado a qualidade de vida da população. Em comum, elas exigiram bom planejamento, investimento e mobilização do poder público e da população.

Veja no infográfico como algumas cidades conseguiram formular boas práticas referentes ao gerenciamento de lixo, consumo de energia, transporte público, habitação, saneamento e água:  http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/a+cidade+ideal/n1596992720457.html

 
Fonte: www.ultimosegundo.ig.com.br

Escola de Sacis 2011 – a nova cara do projeto!

 O Projeto Escola de Sacis, inspirado na cultura popular e suas peculiaridades, busca superar a fragmentação entre as áreas do saber por meio da interdisciplinaridade e contextualização do conhecimento. O projeto promove um encontro entre a teoria e a prática de modo a desenvolver a autonomia, a criticidade, a ética, a cidadania e os valores humanos na Educação de Jovens e Adultos.

Sistematizado em oito eixos geradores, que por sua vez estão fundamentados na perspectiva de Paulo Freire, o projeto agora ganha destaque na cidade com a temática da sustentabilidade, explorando o eixo: Nosso Meio Ambiente: conhecer, apreciar e cuidar.

Nesse contexto, a escola desenvolve ações sustentáveis, como: coleta seletiva de lixo em parceria com a COTRACIL (Cooperativa de Catadores de Recicláveis Cidade Limpa); formação de uma horta cuja produção de verduras e legumes reforça a merenda escolar; bicicletário para incentivar a atividade física e o uso de um transporte não poluente pelos alunos, professores e funcionários; aproveitamento da água da chuva que é coletada numa cisterna de 12 mil litros; área de “escambo” em que os estudantes podem trocar roupas, calçados e livros, etc; área verde para estudo ao ar livre, entre outras práticas.

Assim, com participação ativa, toda equipe escolar é envolvida, intervindo na realidade, propondo mudanças, exercitando a capacidade de questionar o status quo e possibilitando que o aprendizado seja construído de forma consciente e eficaz na busca da transformação social da realidade.

Mais notícias na rede:

Diretoria de Ensino – Região de Marilia – http://demarilia.edunet.sp.gov.br/projeto_saci.htm

Blog Marília Sustentável (Célia Ribeiro/Jornal Correio Mariliense) – http://mariliasustentavel.blogspot.com/2011/03/escola-verde-unidade-publica-destinada.html

Escola de Sacis: Mês do Meio Ambiente

Conheça mais sobre Belo Monte!

Grupo Musical “Mawaca” se apresenta no Sesi/Marília!

dia 02 de abril, às 20h
SESI Marília
Av. João Ramalho, 1306
Jd Conquista

O MAWACA é um grupo que pesquisa e recria a música das mais diversificadas etnias do globo. É formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de quinze línguas diferentes. A banda é formada por um acordeom, violoncelo, flauta, saxes, baixo, além da percussão étnica como as tablas, derbak, djembé, berimbau, vibrafone, pandeirões etc. O grupo é tem direção artística de Magda Pucci, responsável pela pesquisa, arranjos e produção musical. O Mawaca produziu 6 álbuns e o DVD “Pra todo canto”, indicado como melhor DVD para o Prêmio TIM em 2007. O mais recente projeto do grupo é o CD Rupestres Sonoros, O canto dos povos da floresta, lançado no final de 2008, que apresenta cantos indígenas de todo o Brasil. Rupestres foi também indicado para o Premio TIM 2009.

Mais informações: http://www.myspace.com/mawacabr

 

Pequenas Alegrias – Hermann Hesse

Belo poema de Hermann Hesse:

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Hermann Hesse (1877-1962), poeta e romancista, prêmio Nobel de literatura de 1946, contaria em 2 de julho de 2007 exatos 130 anos de vida. É oriundo de uma corrente inovadora que impulsionou a literatura alemã a partir do final do século XIX e, já no novo século, assumiu os contornos do que hoje chamamos expressionismo. Conforme Boesch (1967), essa corrente sempre buscou projetar a imagem do homem moderno total, proveniente de traços existenciais profundos do ser humano.

Fonte: Um lobo nos trópicos, por João Paulo Francisco de Souza (2007).